A cantora e compositora Vanusa morreu na manhã deste domingo (8) em uma casa de repouso em Santos, no litoral de São Paulo, na qual a artista morava há mais de 2 anos. De acordo com informações do G1, a causa da morte foi uma insuficiência respiratória.
Neste sábado (7), Vanusa recebeu a visita de Amanda, a filha mais velha. Ela cantou, brincou, riu e se alimentou bem, contou um dos funcionários da casa de repouso.
O filho Rafael Vannucci está viajando para São Paulo para tratar dos trâmites do enterro, e mais informações serão repassadas no final do dia, informou a assessoria da cantora.

Vanusa Santos Flores nasceu em 22 de setembro de 1947 na cidade de Cruzeiro (SP), foi criada em Uberaba (MG).
Na longa trajetoria musical, são mais de 20 discos lançados e mais de 3 milhões de cópias vendidas. A cantora e compositora se identificava mais com a canção popular do que com a MPB, flutuando entre gêneros, a exemplo do rock, funk americano e samba.
Ainda na adolescência, aos 16 anos, cantava com o grupo Golden Lions. Em 1966, fez sucesso com a canção “Pra nunca mais chorar” e já se apresentar na TV Excelsior. Na mesma época, participou das últimas edições do programa da Jovem Guarda. Também fez parte do programa humorístico “Adoráveis trapalhões”, com Renato Aragão.
Nos anos 1970, emendou sucessos como “Manhãs de setembro”, que escreveu em parceria com o parceiro Mário Campanha, e baladas como "Sonhos de um palhaço", de Antonio Marcos e Sérgio Sá, e "Paralelas", de Belchior.
Em 1972, se casou com Antonio Marcos. O cantor participou diretamente da carreira de Vanusa com outras músicas, como “Coração americano”, escrita com Fagner.
A música faz parte de um dos melhores discos da cantora, “Amigos novos e antigos”, lançado em 1975. Na mesma década, a cantora participou do elenco de montagem do musical “Hair”.
Em 1977, lançou com Ronnie Von o LP “Cinderela 77”. Nas décadas seguintes, se manteve nas paradas de sucesso com o lançamento de discos e participações em diversos festivais de música no país e no exterior, como Uruguai, Coreia do Sul e Chile.
Vanusa compartilhou sua vida na da autobiografia “Ninguém é mulher impunemente” e no monólogo musical “Ninguém é loura por acaso”, que estreou no teatro em 1999 em São Paulo. Em 2005, ela ainda participou de eventos e shows comemorativos dos 40 anos da Jovem Guarda.
DN
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